Reflexão e ações estratégicas para acelerar a carreira
Estamos sofrendo os impactos desta pandemia que indistintamente afeta a todos nós e as mudanças vão se materializando velozmente em nossas vidas.
Tudo mudou e vai continuar mudando, assim como o perfil e os hábitos do profissional do século XXI, onde sua carreira se mistura com o convívio familiar. Uma das discussões mais frequentes que temos com nossos clientes está em torno das expectativas do cenário pós-covid e as novas formas que o trabalho está assumindo. O emprego tradicional como conhecíamos está sumindo.
Alguns fatos, insights e um método de carreira
O Fórum Econômico Mundial divulgou em Davos no início deste ano uma lista com as 96 profissões do futuro nas áreas da Saúde, dados e inteligência artificial, engenharia e computação em nuvem, economia verde, pessoas e cultura, desenvolvimento de produtos, vendas, marketing e conteúdo. O estudo do relatório projeta que estas carreiras emergentes podem criar 6,1 milhões de empregos até 2022.
Novas tecnologias trarão uma demanda mista de habilidades digitais e humanas para o futuro do trabalho. Isso requer atualização contínua e o desenvolvimento de novas habilidades.
O networking é imposição de carreira
O valor de qualquer pessoa é definido pelo seu observador. Networking é um processo onde nos colocamos de forma que seja interessante para nossos interlocutores. Como podemos ajudar? Como podemos influenciar? Enfim, como podemos gerar valor para estas pessoas?
O autoconhecimento
Autoconhecimento é uma palavra que se explica por si só, mas cujo processo exige uma reflexão bastante profunda. Mapear as origens e deixar mais claro “Quem somos de fato, o que temos e o que queremos”.
Crenças limitantes
Temos o direito de experimentar e aprender! O caminho para isso é sabermos quais mecanismos nos impedem de tentar. É o apetite ao risco, onde buscamos controlar o medo, a dúvida, a angústia … convertê-las em força, apetite pela experimentação e aprendizados inerentes como parte da vida.
O método de carreira “ Design sua vida e carreira Stanford”
Uma das disciplinas optativas mais populares na Universidade de Stanford – no Vale do Silício – USA – não prepara tecnicamente os estudantes para nenhuma carreira. A matéria “Designing Your Life” (DYL) ensina-os a usar o design thinking para projetar sua vida depois da formatura.
O Designing Your Life foi criado em 2010 pelo diretor do programa de Design de Stanford, Bill Burnett, junto com Dave Evans, que liderou a equipe de design do primeiro mouse da Apple e cofundou a desenvolvedora de jogos eletrônicos Electronic Arts – criadora de nomes como FIFA e The Sims.
O método utiliza a abordagem e técnicas do Design Thinking para ajudar na modelagem de nossas vidas – “Uma vida bem projetada é uma vida generativa, constantemente criativa, produtiva, mutável e evolutiva, sempre aberta a surpresa!“
“Somos Um Só”, quer no trabalho, lazer ou descanso, sempre podemos usar nossos conhecimentos e aprendizados.
Técnicas úteis para nossas vidas pessoais e carreiras.
Existem quatro áreas, para as quais devemos manter ou buscar o equilíbrio em nosso redesenho de vida:
1. Saúde é a base, em todos os seus aspectos, física, emocional, mental e espiritual;
2. Trabalho, de forma plena, naquilo para o que somos pagos ou voluntariado;
3. Lazer, valorizando aquelas coisas que você faz para se divertir;
4. Amor em toda sua amplitude, apaixonado, fraterno, por pessoas e pelo mundo que nos cerca;
Abordagem esta que se baseia, segundo os autores, em cinco atitudes:
1. Seja curioso – A melhor combustível para melhorar algo é a curiosidade, ela nos move para o estudo, na busca por outras formas melhores em atingir nossos objetivos. A curiosidade, o questionamento, a inquietude, são valores essenciais da melhoria contínua;
2. Experimente – Há décadas nos empenhamos para que empresas se utilizem de protótipos, pilotos ou etapas com rápido feedback. Sempre é possível fracionar o que é preciso fazer, de forma que ao iniciar, os resultados venham da forma mais rápida possível na forma de validação e geração de valor, ou mesmo da percepção antecipada do erro, para que possamos percebê-los o quanto antes e agir para mudar, corrigir, inovar;
3. Repense – Se experimentar é uma necessidade, é preciso estabelecer ciclos muito curtos de feedback, para assim dar-nos ao direito de repensar e mudar o que fazemos e mesmo o que queremos. Assim como nas empresas, a vida deve ser iterativo-incrementais-articulada, evitando as vezes a falta de foco, a postergação, a manutenção de algo errado além do mínimo necessário ou de nos beneficiarmos de algo que está dando certo o máximo possível;
4. Aproveite – A vida é uma longa caminhada cheia de surpresas, riscos e oportunidades, é preciso estarmos abertos a aproveitar a estrada e não viver apenas para aproveitar o destino. Os autores afirmam que a vida é um processo e não um resultado, a qual precisa ser vivida a cada dia, as vezes aproveitando o melhor possível, as vezes assimilando algo de ruim que tentaremos reverter da melhor forma possível;
5. Parceiros – Quem são seus parceiros de viagem? Mais que nunca, empresas se utilizam de processos empáticos e colaborativos para gerar melhores produtos, serviços e processos. Assim, é preciso estarmos atentos aos sinais que o mundo nos oferece na forma de feedbacks, de diferentes opiniões, sugestões, contra posições, a diversidade é aliada das boas decisões. Peça ajuda e apoio.
No curso de Burnet e Evans, em Stanford, os participantes realizam uma sequência de atividades de autoconhecimento a (re)desenho de sua vida e carreira:
1. Avaliação – Nós utilizamos a roda da vida, alinhado ao que eles sugerem, que é a realização de uma auto reflexão sobre o balanceamento de sua vida, o que está legal e o que não. Este exercício mostrará um diagnóstico sobre o equilíbrio entre a qualidade da vida, pessoal, profissional e relacionamentos;
2. Visão – Utilizamos nesta etapa o mapa dos sonhos e Ikigai, ferramentas que demonstram e nos lembram nosso propósito, o que amamos fazer, o que temos habilidades e conhecimentos para fazer bem, aquilo que alguém está disposto a nos pagar para fazer e aquilo que agrega valor ao mundo, ao nosso entorno;
Eles têm uma dinâmica em que propõe que cada um escreva até 250 palavras sobre o que entende como um bom trabalho e uma boa vida. Mais que isso, eles afirmam que a partir destas palavras é possível apreender nossa visão de vida e trabalho desejados e que negá-los gerará insatisfação, senão hoje, em curto prazo.
3. Diário – Os autores chamam de Good Time Journal, que é na verdade um desenho de jornada onde esclarecemos o passo-a-passo de nossa vida durante três semanas típicas, podendo ser a jornada de casa, do trabalho e lazer.
As anotações devem ser sublinhadas ou escritas em verde aquilo que nos traz prazer e em vermelho o que não gostamos. Caso a caso vamos desdobrar, para cada anotação verde ou vermelha, ao que ela nos remete, o que nos lembra, o que nos inspira ou desagrada;
4. Planejamento – Os autores propuseram um canvas muito legal que chamaram de “Odyssey Plan”, projetando os próximos 5 anos, mínimo de 3. Nele identificamos um título assertivo e perguntas que o plano responde/responderá, nós utilizamos um conceito próximo à uma Story Mapping.
5. Validação – Eles recomendam técnicas típicas de validação com fatos do mundo real, através de prototipação, pesquisa, consultas com pessoas que são nossos parceiros de viagem, talvez nossos mentores e gurus.
Tema: Carreira
Subtema: Método Stanford de planejamento de carreira. Reflexão e estratégia de ação de carreira e gestão do talento.
Objetivo: A importância do plano de carreira. Autoconhecimento, Autodesenvolvimento, Desenvolvimento pessoal e Desenvolvimento de Carreira.
Fontes:
Livro: O Design da sua vida – Como criar uma vida boa e feliz. Bill Burnett e Dave Evans – Editora Rocco.